Rubra honra de quimera e [Ladrões,
Passado plantado e renuído
crescido em solo prostituído
e colhido no agreste dos ximões.
Auraras rubras de horizonte descaído,
Pedaços incólumes de inefáveis verões;
Terras verdejantes, outrora sertões,
Peito descampado de leite puído.
Resplandece o impoluto, o biltre.
Adefagia é espórtula ao desairoso.
Tudo dado pelo nume é pomposo,
o recolhido, espera-se, é alvitre.
Dá-nos, pois, sem comiseração,
o desconsolo da vida acabada,
sem céu, sem além, sem nada,
e a crueza do real, sem ilusão.
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