Entrou, sem alarde, na pura calmaria
do pleno verão e ninguém acreditou.
Ninguém, absolutamente, acreditou
No que, anos depois, se consumaria.
Ela entrou terrivelmente desacreditada,
Até diziam “ora se não é a coitadinha”
Que chega como grande tempestade,
Mas não passa de mera chuvinha.
Ela não era gatinho, não era leão.
Não era medo, não era desilusão.
Não era a natureza da incipiência...
Talvez o rastro pecaminoso do mal,
Talvez o genocídio da imprudência,
Que reconstruiu a ideologia do fatal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário