Tenho pecado!
E Deus (o Deus) não tem nada com isso.
Absolutamente nada.
Deus, que sempre esteve atrás da cortina,
não apareceria para mim!
Até porque não sou iluminado,
sacrossanto, digno...
Meus pecados são meus, e só!
A moral religiosa afogou-se
na água do meu batismo, e
não sou tido a lutos.
Meus pecados são sombras,
rastros que deixo enquanto
tento continuar... meus pecados
são pedaços do que fui,
e restos do que tentei ser!
Meus pecados são minhas
vergonhas, e todas as pedras
que não consegui ou não quis
carregar durante o trajeto.
Meu pecado, único talvez,
é continuar acreditando
que pecado existe!