terça-feira, 21 de abril de 2020

As pessoas

As pessoas marcham,
e pedem (sem saber)
que o que querem
não querem ter.

As pessoas marcham,
somam vozes,
pedindo (sem saber)
para que todos se calem.

As pessoas marcham,
e na (im)pureza
da tolice ignóbil
perdem a razão...
e sem ela, em vão,
tijolo a tijolo
constroem a base
da própria destruição.

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