Rasgai as cartas, os versos, as canções,
enquanto ainda remanescem os sabores
dos dias, em que cultivavas acores,
e das noites, em que brindavas ações.
Agora já não existe mais esperança
as lágrimas de dias inconsequentes
caem entre as páginas eloquentes
de um futuro puído e sem pujança.
Mas deveríamos bradar a novas eras,
acordar bons dias de luta, e ternura
revigorando a guerra de todas as feras,
e gestando o ódio na geração futura
de que a matança dos operários
é o negócio lucrativo dos bilionários.
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