Eu prometi que não prometeria,
que não seria, não esperaria.
Prometi que tudo não mudaria,
e que tudo, tudo... permaneceria.
Eu prometi que não mentiria,
que palavrões eu não diria.
Prometi apenas e só alegria,
e felicidade noite, tarde e dia.
Eu prometi que não fugiria,
que os vícios pesados deixaria.
Prometi que tudo passaria.
Eu prometi que não fingiria,
que o mundo melhor seria,
só não prometi que prometeria.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Pulcríssimo
O campo descorado. Verde morto,
morte de vida desgastada.
Renovação. Vida desenterrada.
Terra viva. Vento absorto.
Vida nasce, vida morre.
Belíssimo baile jacente.
Ora tudo é aqui, é presente,
Ora nada mais ocorre.
Ciclo perene cósmico.
Belo, impoluto, rico.
Nesse baile da natureza,
na qual resplandece a estranheza,
nunca se está no sopé ou no pico.
morte de vida desgastada.
Renovação. Vida desenterrada.
Terra viva. Vento absorto.
Vida nasce, vida morre.
Belíssimo baile jacente.
Ora tudo é aqui, é presente,
Ora nada mais ocorre.
Ciclo perene cósmico.
Belo, impoluto, rico.
Nesse baile da natureza,
na qual resplandece a estranheza,
nunca se está no sopé ou no pico.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Oração
Rubra honra de quimera e [Ladrões,
Passado plantado e renuído
crescido em solo prostituído
e colhido no agreste dos ximões.
Auraras rubras de horizonte descaído,
Pedaços incólumes de inefáveis verões;
Terras verdejantes, outrora sertões,
Peito descampado de leite puído.
Resplandece o impoluto, o biltre.
Adefagia é espórtula ao desairoso.
Tudo dado pelo nume é pomposo,
o recolhido, espera-se, é alvitre.
Dá-nos, pois, sem comiseração,
o desconsolo da vida acabada,
sem céu, sem além, sem nada,
e a crueza do real, sem ilusão.
Passado plantado e renuído
crescido em solo prostituído
e colhido no agreste dos ximões.
Auraras rubras de horizonte descaído,
Pedaços incólumes de inefáveis verões;
Terras verdejantes, outrora sertões,
Peito descampado de leite puído.
Resplandece o impoluto, o biltre.
Adefagia é espórtula ao desairoso.
Tudo dado pelo nume é pomposo,
o recolhido, espera-se, é alvitre.
Dá-nos, pois, sem comiseração,
o desconsolo da vida acabada,
sem céu, sem além, sem nada,
e a crueza do real, sem ilusão.
Prece Noturna #1
Assinar:
Postagens (Atom)